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Una nueva publicación de Latindadd y organizaciones aliadas analiza las negociaciones internacionales sobre financiamiento climático y plantea propuestas para avanzar hacia un sistema basado en la justicia climática.
Mientras los impactos de la crisis climática se intensifican en América Latina y otras regiones del Sur global, los recursos destinados a enfrentarla siguen siendo insuficientes y continúan llegando, en gran medida, a través de mecanismos que incrementan el endeudamiento de los países más vulnerables. Frente a este escenario, Latindadd, Defensores do Planeta, Cáritas Alemana, Cáritas Brasileña, Cáritas Colombia, Cáritas Perú y la Comisión Episcopal de Acción Social (CEAS Perú) presentan la publicación Financiamiento climático justo: cómo se negocia y qué está en juego, un análisis sobre la arquitectura internacional del financiamiento climático y los desafíos que enfrentan las negociaciones para garantizar una respuesta justa a la crisis.
La publicación advierte que la nueva meta de financiamiento climático acordada en la COP29 —USD 300 mil millones anuales— está muy por debajo de los USD 1,3 billones por año que los países del Sur global necesitan para implementar sus compromisos climáticos. Además, evidencia que el sistema actual continúa privilegiando los préstamos sobre las donaciones, presenta procesos complejos para acceder a los fondos y deja fuera a quienes se encuentran en la primera línea de la crisis climática: menos del 10 % del financiamiento llega al nivel local y apenas el 1 % se canaliza directamente hacia pueblos indígenas.
El documento también pone en debate el creciente impulso de mecanismos como los mercados de carbono y los canjes de deuda por naturaleza, al considerar que no abordan las causas estructurales de la crisis climática y pueden generar nuevos riesgos para los derechos de las comunidades y la protección de los territorios. En su lugar, plantea la necesidad de fortalecer un financiamiento público, suficiente, libre de deuda y con acceso directo para pueblos indígenas, comunidades locales y otros grupos históricamente excluidos de la toma de decisiones.
Con esta publicación, las organizaciones buscan aportar al debate internacional sobre el financiamiento climático en un momento clave para avanzar en el cumplimiento de los compromisos asumidos en el Acuerdo de París. El documento brinda elementos para comprender los principales desafíos y decisiones que están en juego en estas negociaciones, y plantea una hoja de ruta orientada a construir un sistema que reconozca la responsabilidad histórica de los países con mayores emisiones y coloque la justicia climática como eje central de las decisiones.
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O dinheiro para enfrentar a crise climática não está chegando aos lugares onde é mais necessário
Uma nova publicação da Latindadd e de organizações aliadas analisa as negociações internacionais sobre financiamento climático e apresenta propostas para avançar rumo a um sistema baseado na justiça climática.
Enquanto os impactos da crise climática se intensificam na América Latina e em outras regiões do Sul Global, os recursos destinados a enfrentá-la continuam insuficientes e seguem chegando, em grande medida, por meio de mecanismos que aumentam o endividamento dos países mais vulneráveis. Diante desse cenário, a Latindadd, Defensores do Planeta, Cáritas Alemã, Cáritas Brasileira, Cáritas Colômbia, Cáritas Peru e a Comissão Episcopal de Ação Social (CEAS Peru) apresentam a publicação Financiamento climático justo: como se negocia e o que está em jogo, uma análise sobre a arquitetura internacional do financiamento climático e os desafios enfrentados pelas negociações para garantir uma resposta justa à crise.
A publicação alerta que a nova meta de financiamento climático acordada na COP29 —US$ 300 bilhões por ano— está muito abaixo dos US$ 1,3 trilhão anuais de que os países do Sul Global necessitam para implementar seus compromissos climáticos. Além disso, mostra que o sistema atual continua privilegiando os empréstimos em detrimento das doações, apresenta processos complexos para o acesso aos fundos e exclui aqueles que estão na linha de frente da crise climática: menos de 10% do financiamento chega ao nível local e apenas 1% é destinado diretamente aos povos indígenas.
O documento também coloca em debate o crescente impulso dado a mecanismos como os mercados de carbono e as trocas de dívida por natureza, por considerar que eles não enfrentam as causas estruturais da crise climática e podem gerar novos riscos para os direitos das comunidades e para a proteção dos territórios. Em seu lugar, propõe a necessidade de fortalecer um financiamento público, suficiente, livre de dívida e com acesso direto para povos indígenas, comunidades locais e outros grupos historicamente excluídos dos processos de tomada de decisão.
Com esta publicação, as organizações buscam contribuir para o debate internacional sobre o financiamento climático em um momento decisivo para avançar no cumprimento dos compromissos assumidos no Acordo de Paris. O documento oferece elementos para compreender os principais desafios e as decisões que estão em jogo nessas negociações, além de apresentar um roteiro voltado à construção de um sistema que reconheça a responsabilidade histórica dos países com maiores emissões e coloque a justiça climática no centro das decisões.
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